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MOTIVAÇÃO: DO QUERER AO FAZER - I
Entrevistado: LUIZ MARINS




Como foi para você "escrever" esse livro com Eugenio Mussak?
L.M.: Sou um grande admirador do Eugenio. Ele é uma pessoa muito especial. Muito bem formado e competente, foi uma honra e um prazer estar a seu lado nessa conversa sobre motivação. Aprendi muito.

O que os leitores podem esperar do livro?
L.M.: Acredito que o livro os ajude a compreender o verdadeiro sentido da motivação. Motivação não é emoção, não é autoajuda. São os "motivos" pelos quais fazemos nossas opções. O livro pode ajudar as pessoas a encontrar seus verdadeiros motivos.

Qual trecho você destacaria e por quê?
L.M.: A discussão do verdadeiro sentido da motivação pela razão é um dos pontos relevantes, em minha opinião.

Você compara a motivação ocidentalizada e urbana, que precisa de um aditivo ou recompensa, com a dos aborígenes, que se motivam apenas pela essência da vida, por seus valores permanentes. O que nós, ocidentais urbanizados, podemos aprender e aproveitar da cultura dos aborígenes?
L.M.: A motivação que precisa de recompensas materiais é falsa motivação. Não é duradoura, não nos mostra os 'motivos'. As coisas transitórias podem nos dar alegria ou tristeza. Só as coisas permanentes podem nos motivar verdadeiramente. Essa é a diferença e essa é a razão pela qual nos achamos infelizes. Exatamente por buscarmos a motivação onde ela não está - nos bens materiais e nas coisas transitórias.

A "geração miojo" tem salvação?
L.M.: Ela está salva. Acredite. Ela mesma já está descobrindo o valor do fazer com sentimento de fazer; do não valor das coisas efêmeras e das gratificações instantâneas.

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