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PARA ENSINAR EDUCAÇÃO FÍSICA

Na maioria das escolas brasileiras, aulas de educação física são sinônimo de jogar futebol. São, portanto, momentos de lazer. O que muitos alunos (e até mesmo professores) não sabem é que essa disciplina tem uma proposta muito mais ampla do que apenas ensinar esportes.

"A educação física tem que introduzir e integrar o aluno na cultura corporal, utilizando não apenas as modalidades comumente praticadas – como futebol, vôlei, handebol e basquete –, mas também dança, artes marciais, esportes aquáticos e outros", dizem os autores Suraya Darido e Osmar Júnior em Para ensinar educação física: Possibilidades de intervenção na escola, lançamento da Papirus Editora.

Segundo os autores, a idéia do livro surgiu por causa da carência de materiais didáticos que ampliem as propostas já existentes. "De maneira geral os livros de educação física disponíveis no mercado restringem-se a sugestões de jogos, brincadeiras, exercícios, enfim, tratam apenas de um saber fazer, na maioria das vezes sem contextualizar as informações", diz Darido.

O livro foi dividido em capítulos que contemplam conteúdos e assuntos variados – passam até por artes marciais, dança e ginástica. "Tratamos de diferentes modalidades esportivas, jogos, atividades rítmicas e expressivas, lutas, ginásticas, atividade física e saúde, socorros urgentes etc., buscando articular os conceitos subjacentes a essas práticas com vivências e reflexões sobre as atitudes que as permeiam, por meio de leituras, discussões, pesquisas, vivências e tarefas para a casa", explicam.

Cada modalidade é detalhada com apresentação de história e técnicas para ensinar e contextualizar a prática no dia-a-dia do aluno. Na obra, os autores também abordam duas questões muito debatidas nos dias atuais: a inclusão social de pessoas com necessidades especiais e os esportes de rendimento. Sobre o primeiro assunto, Suraya Darido e Osmar Júnior trazem ao leitor um capítulo específico, com sugestões de estratégias e conteúdos que favoreçam a inclusão dos alunos com algum tipo de deficiência e a alteridade (colocar-se no lugar do outro).

No caso dos esportes de rendimento (quando se treina um aluno para ser o melhor e até mesmo competir em determinado esporte), os educadores físicos alertam para os cuidados que se devem ter nas aulas de educação física. "É necessário que se faça uma distinção entre o esporte como conteúdo das aulas de educação física, que deve possibilitar a inclusão efetiva de todos os alunos, independentemente de gênero, biótipo, habilidade, etnia etc, e o esporte como instituição social que visa o rendimento atlético máximo. Se não fizermos essa distinção, corremos o risco de entender a escola como um celeiro de craques para o esporte de rendimento, tornando as aulas de educação física seletivas e excludentes", alertam os autores.

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