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A ARTE FAZ A DIFERENÇA


CONTATO COM ARTE GERA CRIATIVIDADE, IMAGINAÇÃO E ENTENDIMENTO DO MUNDO


O sistema educacional finlandês ganhou espaço na mídia recentemente por liderar o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, realizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Uma liderança conquistada, segundo os próprios finlandeses, porque uma das bases de seu sistema educacional é o currículo amplo, que inclui o ensino de música e arte. A importância e o potencial da arte em nossa formação é justamente o tema central de Educação e arte: As linguagens artísticas na formação humana, lançamento da Papirus Editora.

Organizada por Celdon Fritzen e Janine Moreira, a obra traz textos de dez especialistas no assunto (entre os quais os próprios Fritzen e Janine) que mostram como as mais diferentes manifestações artísticas influenciam na formação do ser humano, na sua aprendizagem e em suas relações com o mundo.

"Buscamos destacar no livro o papel das mais diferentes formas de arte, como dança, escultura, teatro, cinema e narração de histórias", conta Fritzen, que é doutor em Teoria e História Literária pela Unicamp.

Em comum, os autores da obra ressaltam o despertar da imaginação e do poder criativo proporcionados pela arte. "Sem dúvida ela está vinculada a um maior desenvolvimento dessas capacidades, bem como é uma forma de conhecimento do mundo. A sensibilidade é ativada pelo contato com a arte, e é esse contato que permite que a cognição do ser humano seja efetivada", ressalta.

É justamente aí que reside a diferença entre o sistema educacional brasileiro e o do líder finlandês. "A escola brasileira privilegia determinadas faculdades em detrimento de outras que também são fundamentais. Para ser mais claro, nosso sistema educacional deixa de lado a arte: basicamente só temos o ensino de literatura nas escolas, e de uma maneira bastante engessada", critica.

E, com essa falta de contato com a arte, criatividade, imaginação e cognição ficam bem aquém de seu potencial. "Esperamos que, com esse livro, seja possível desencadear a reflexão acerca da importância das linguagens artísticas para a formação do sujeito e, quem sabe, dar início a uma mudança nesse quadro", afirma.

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