Pesquisa
Acesso
Login:
Senha:

Newsletter

O MELHOR DE RUBEM ALVES


Momentos marcantes da vida não devem ser apenas lembrados, mas também materializados em fotos, por exemplo, ou em um diário. É o que acontece agora com Rubem Alves e a Papirus Editora, parceiros há 20 anos e que acabam de lançar uma espécie de álbum com as crônicas mais marcantes do autor. Trata-se do livro As melhores crônicas de Rubem Alves.

Os 30 textos escolhidos para compor a obra foram selecionados pelo autor e pela editora, utilizando apenas um critério: o afetivo. "Para escolher as crônicas nos baseamos no retorno dado pelos leitores, escolhemos os textos que eles pedem mais", explica Beatriz Marchesini, coordenadora editorial da Papirus. A temática é variada e passa por música, culinária, esportes, cultura japonesa, família, amigos, histórias das mil e uma noites e, é claro, o bom e velho amor - e para falar deste o autor cita Shakespeare, Gabriel García Márquez e T.S. Eliot, entre outros. Na primeira crônica ele até confessa um pequeno furto de amoras: "Parece que os frutos são, por vocação, convites a furtos: basta mudar a ordem de uma única letra!". Uma miscelânea de assuntos, bem ao estilo Rubem Alves.

Segundo Rubem, existem três motivos básicos para que os leitores releiam suas crônicas várias vezes. "Primeiro, porque eu escrevo textos curtos. Segundo, porque eu escrevo poeticamente. Terceiro, porque as pessoas se identificam com o que eu escrevo", afirma. "Na experiência de ler, a gente não está em busca de novidades, e sim de alguém que seja capaz de dizer aquilo que a gente sente mas não é capaz de dizer", filosofa o autor, que garante: a relação das pessoas com os livros é como a relação com a comida. Quando se gosta de um determinado prato, a gente quer repetir, quer sentir as mesmas sensações boas. "Com a leitura funciona do mesmo jeito: a gente lê como se estivesse comendo", observa Rubem Alves.

.