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SUSTENTABILIDADE: UMA QUESTÃO DE CIÊNCIA SOCIAL


É difícil ficar muito tempo sem ouvir os termos "desenvolvimento sustentável", "meio ambiente" ou "sustentabilidade". No entanto, poucos sabem que essa preocupação com a natureza não deve ser exclusividade apenas de estudiosos das ciências biológicas e da terra. Os profissionais das ciências sociais também podem (e devem) voltar suas pesquisas para esses assuntos. É o que afirmam Elisabete Matallo Marchesini de Pádua e Heitor Matallo Júnior, organizadores da obra Ciências sociais, complexidade e meio ambiente: Interfaces e desafios, lançamento da Papirus Editora.

A obra tem como intuito trazer para o campo acadêmico debates sobre desenvolvimento sustentável e meio ambiente, principalmente para os cursos de ciências sociais, uma vez que eles ainda não atualizaram as metodologias de investigação sociológica e resistem à aceitação desse novo paradigma. "As ciências sociais podem dar grande contribuição para a solução dos problemas ambientais já que, para solucioná-los, ou mesmo minimizá-los, há a necessidade de um conjunto de conhecimentos advindos da sociologia, da antropologia, da história, da ciência política, por exemplo. Na ação conjunta com a biologia, a geologia, a climatologia, a geografia, a engenharia ambiental entre outras, as ciências sociais podem contribuir para ampliar a compreensão de como os grupos sociais têm lidado com as questões ambientais", acredita a professora Elisabete Matallo.

A escolha dos textos teve como guia a idéia de que era preciso abordar a relação entre as ciências sociais e as questões ambientais como assunto prioritário e urgente, e não apenas como um assunto da moda. "Como acreditamos que essa temática deve ser tratada com base em diferentes saberes, convidamos professores que têm se envolvido com o estudo dessas questões e que aceitaram o desafio de trabalhar com textos voltados aos alunos de graduação", explica Elisabete. O objetivo da coletânea, segundo a organizadora, é atingir principalmente alunos de graduação de diferentes áreas e indiretamente os professores e profissionais dos mais diversos campos.

Contudo, o que se espera é motivar para a ação, e isso, segundo os organizadores, abrange um público-alvo que pode ultrapassar aquele inicialmente pensado para esse livro. "Tudo isso que hoje vivemos em termos ambientais é fruto deste longo processo sócio-histórico que a própria civilização vem construindo. Portanto, cabe a nós, às atuais e às futuras gerações, buscar soluções que auxiliem a reverter o quadro atual. Cabe a cada um, como cidadão do planeta, agir de modo a tornar a vida sustentável, enquanto é tempo", finaliza a organizadora.

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