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CINEMA PARA TODO (O) MUNDO


Até bem pouco tempo atrás, quando aficionados, estudantes ou professores de cinema procuravam por informações a respeito das produções iranianas, asiáticas ou africanas, em geral, acabavam rodeados por seis ou sete livros grossos e incompreensíveis sobre o assunto. Com o novo livro lançado pela Papirus Editora este mês, Cinema mundial contemporâneo, organizado por Mauro Baptista e Fernando Mascarello, os interessados em cinema mundial - e não só no iraniano, asiático ou africano - terão acesso a um guia recheado de informações sintetizadas e sistematizadas por grandes nomes da área. "A pessoa que quer estudar cinema europeu, por exemplo, antes faria um grande esforço de pesquisa. Nesse livro ela encontrará concentrados quatro dos principais cinemas da Europa na atualidade. Acredito que a obra contribui para a cultura cinematográfica como um todo, uma vez que oefrece informações para todo tipo de público", conta Mascarello.

Segundo ele, que é o idealizador e um dos organizadores da obra, a idéia é oferecer ao leitor um panorama do que tem sido o cinema dos últimos tempos - filmes e filmografias, condições de realização e circulação e as formas como o público recepciona as obras. Para isso foram reunidos importantes estudiosos e profissionais do setor - entre os quais Frédéric Monvoisin (professpr de Cinema e Audiovisual na Universidade de Paris - Sorbonne nouvelle) e Isabelle Glachant (produtora e jornalista do Canal +, adida audiovisual da Embaixada da França em Pequim) - que dedicaram capítulos específicos ao cinema contemporâneo europeu (francês, britânico, italiano e espanhol), latino-americano (brasileiro, argentino e transnacional latino-americano), africano, norte-americano (tanto o independente quanto o de Hollywood), asiático (chinês, hoconguês), iraniano e também ao cinema de Taiwan.

"Optamos por esse recorte de tempo que tem início na exaustão do cinema moderno. Em alguns países isso aconteceu nas décadas de 60 e 70, em outros, a partir da década de 1980. Nos Estados Unidos, por exemplo, o período moderno terminou com Tubarão e Guerra nas estrelas", explica Mascarello. Já no cinema brasileiro, conta, o recorte foi mas próximo: partiu da retomada, que aconteceu em 1993. "Realizamos uma pesquisa séria. Em termos de cinema no Brasil, esse tipo de informação é importante para pensar nosso cinema comparativamente com o sistema lá de fora", explica. Mascarello e Baptista ressaltam que fizeram questão de abordar tanto o gênero documentário (João Salles, por exemplo) quanto o de ficção (Walter Salles, Fernando Meirelles etc.) No livro, o foco é mantido nos filmes, tanto no aspecto estético quanto no temático. No entanto, cada capítulo contextualiza a produção histórica, social, econômica e cultural de cada país. "Procuramos buscar certa uniformidade metodológica a fim de facilitar a pesquisa e a leitura", comenta Mascarello. Assim, em Cinema mundial contemporâneo, o leitor encontrará filmes marcantes do cinema da atualidade, tendências, autores e estilos.

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