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NA TRAMA DA PESQUISA

Fazer pesquisa nem sempre é fácil. Um bom exemplo é o caso das ciências humanas, área em que o objeto pesquisado não é exatamente um objeto. É necessário ter domínio do assunto, das referências, além de uma grande capacidade de análise crítica. E é justamente com o intuito de formar pesquisadores e cientistas que não sejam "enfarados ou distraídos" que a Papirus Editora lança o livro A trama do conhecimento: Teoria, método e escrita em ciência e pesquisa.

A obra, organizada por Lucídio Bianchetti e Paulo Meksenas, foi desenvolvida com base em diversas experiências, sendo a mais significativa o seminário especial "Leitura e escrita: Superando a síndrome da folha/tela em branco", que aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina. O público-alvo do livro, segundo os organizadores, é formado por estudantes dos cursos de ciências humanas, tais como pedagogia, sociologia, história, geografia, filosofia, antropologia e ciências políticas.

"Todos esses modos de conhecer se deparam com um fazer a pesquisa cujos objetos são pessoas que estabelecem relações de interação, tramas, conflitos, enfim, criam e participam dos fenômenos sociais. Pelo cuidado com que os textos foram escritos o livro interessa, de modo geral, a todos aqueles que estão preocupados com os rumos das ciências humanas no país", explica Paulo Meksenas.

O livro está dividido em três partes, em que a pesquisa e a ciência são pensadas: sob o prisma da teoria e do trabalho do intelectual; na perspectiva da sua realização em contextos empíricos; e, por último, como formas de expressão escrita, com as regras para tal. "Algumas das características, tanto positivas como negativas, do fazer a ciência e a pesquisa são complexas e encontram-se expostas nas páginas desse livro. Seus autores acreditam que é na leitura que um livro verdadeiramente se faz, pois apenas quando as idéias atingem a vida social é que estão dadas as condições de que se tornem práticas e apenas as práticas mudam o mundo", afirma Meksenas.

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