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Até um tempo atrás, uma pesquisa escolar era feita com partes de livros copiados em folhas de papel almaço ou, quando muito, datilografadas. Hoje as crianças têm acesso à informação, à cultura e ao entretenimento em diversos tipos de mídia, tudo ao alcance da ponta dos dedos. Mas pouco se tem estudado sobre as conseqüências desse fácil acesso às novas tecnologias por parte dos pequenos. Ao verificar essa situação, os educadores do Grupo de Pesquisa Infância, Comunicação e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina resolveram socializar suas pesquisas sobre o assunto. Surgiu assim o livro Liga, roda, clica: Estudos em mídia, cultura e infância, lançamento da Papirus Editora.

Organizada por Monica Fantin e Gilka Girardello, a obra tem o intuito de contribuir para a reflexão a respeito da relação que crianças, jovens e professores estabelecem com a mídia e a tecnologia. "Ao conhecer algumas trilhas e trajetórias de quem trabalha com tais questões em diferentes âmbitos e espaços da educação e da cultura, e em diferentes contextos socioculturais, os educadores terão a possibilidade de discutir sobre suas práticas, de rever aspectos de sua formação e pensar em outras formas de mediação da relação criança-mídia-tecnologia em contextos educativos", argumentam as organizadoras.

Ao longo de nove textos são debatidos temas variados, como consciência entre o real e o virtual, jovens e internet, consumo da mídia pelas crianças, além de imagens da mídia, educação e cotidiano escolar. A obra pode ser considerada uma espécie de guia para pais, professores e educadores que buscam não apenas saber mais sobre a nova realidade de conhecimento e educação de crianças e jovens, mas também sobre como é possível fazer com que estes possam, junto com os adultos, ler e escrever nas novas mídias. Apesar de tantas facilidades e possibilidades, as crianças de hoje não são "seres de outro planeta", enfatizam as organizadoras. "Muitas lógicas de brincadeira usadas nos meios virtuais são parecidas com as dos jogos tradicionais. Os adultos precisam manter a curiosidade pelas novas linguagens e pelos artefatos com que suas crianças brincam, ficar de algum modo próximos desse mundo, quem sabe encontrar sentidos ali para eles também. Fazer pontes, traduções, mediações entre sua experiência e a das crianças. Precisamos todos dessa conversa, de espaços comuns - adultos e crianças", explicam Monica e Gilka.

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