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A ESCOLA DO AVESSO

Notas, avaliação classificatória, aprovação e reprovação. Formas de medir o quanto um aluno aprendeu ou não que a educadora Benigna Maria de Freitas Villas Boas propõe virar do avesso no lançamento da Papirus Editora. Em Virando a escola do avesso por meio da avaliação, as formas tradicionais de mensuração da aprendizagem dão lugar à avaliação formativa, à auto-avaliação, aos registros reflexivos. O tema é uma demanda da educação no século atual, e, embora haja um número crescente de produções sobre o assunto, a aplicação prática ainda enfrenta muitas dificuldades.

"O trabalho escolar atual acirra a competição, não é motivador nem democrático, porque não beneficia todos os alunos. A avaliação visa à inclusão e não à exclusão. Da maneira como vem sendo praticada, ela tem servido mais à exclusão. Aprender é um direito de todo cidadão. A escola existe para isso", observa Benigna. Dessa forma, ao longo de 16 capítulos, a educadora analisa questões como repetência, evasão escolar, dificuldades e possibilidades da auto-avaliação, processo de aprendizagem por meio das diversas formas de avaliação. A autora afirma inclusive que as provas tradicionais não precisam ser descartadas. "Desde que inseridas na lógica da avaliação formativa e não na lógica da avaliação classificatória. A prova não deve ser o único procedimento de avaliação", pontua. "A avaliação está presente em todos os momentos e espaços escolares, dentro e fora da sala de aula. Todos os que atuam na escola avaliam e são avaliados. Atrelada a objetivos comprometidos com os princípios de emancipação, criatividade, reflexão, parceria, criticidade e autonomia, a avaliação pode contribuir para a construção da escola em que todos aprendam e na qual deixem de ter sentido palavras como aprovação, reprovação, recuperação, 'passar de ano'", explica a educadora.

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