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GEOGRAFIA ESCOLAR: NÃO BASTA ACESSAR O GOOGLE MAPS

A maior parte da população mundial vive em cidades. No entanto, para conhecer o espaço urbano, não basta morar nele ou acessar o Google Maps: é preciso saber como ele se forma, se distribui. É no ensino da geografia que a pessoa pode adquirir esses conhecimentos, tornando-se um cidadão mais consciente do espaço onde vive. Essa é a idéia do livro A geografia escolar e a cidade: Ensaios sobre o ensino de geografia para a vida urbana cotidiana, da geógrafa Lana de Souza Cavalcanti, lançamento da Papirus Editora.

"O objetivo desse livro é o de explicitar uma linha de investigação no campo do ensino de geografia - o ensino de cidade -, explorando ao máximo suas potencialidades, no sentido de permitir uma compreensão maior de uma espacialidade tão complexa com são as das cidades contemporâneas e de como ensiná-la como drama urbano. Creio que algumas questões abordadas podem instigar investigações inovadoras, outras já estão sendo estudadas em diferentes escalas, por outros estudiosos", afirma Luciana. Voltada tanto para professores de geografia quanto para estudantes de graduação e pós-graduação, a obra possui seis capítulos, nos quais a autora apresenta uma fundamentação teórica sobre o ensino da geografia, elementos conceituais para o estudo geográfico da cidade e, por fim, uma análise específica do espaço urbano da cidade de Goiânia.

No livro, Luciana também trata do conceito de "direito à cidade", que advém do pensamento do geógrafo Henri Lefebvre, para quem a cidade é uma obra que tem uma história estreitamente ligada à história da sociedade. Ela é uma mediação que expressa um contexto social e cultural, uma ordem mais distante (que são os processos estruturais que regem a sociedade) e uma ordem mais próxima (que são as relações de indivíduos em grupos e entre grupos). "Analisando-se a cidade no contexto atual, pode-se entender que essa 'ordem distante' (a racionalidade dos processos produtivos globais) impôs uma ordem na cidade que busca subsumir a 'ordem local' (a diversidade, a pluralidade, a coexistência e a simultaneidade de maneiras de viver a vida urbana). Porém, essa racionalidade não consegue se impor totalmente. Está aí o 'lugar' da luta pelo direito à cidade, que significa o direito à vida urbana, em toda a sua diversidade, negando a imposição de uma ordem sobre a outra, e especificamente negando a ordem do mundo da mercadoria para permitir a ordem da vida, em suas diferentes dimensões", explica a geógrafa.

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