Pesquisa
Acesso
Login:
Senha:

Newsletter


EDUCAÇÃO INFANTIL EM FOCO

Ser mãe pela primeira vez é uma experiência riquíssima: é quando a teoria e a prática se chocam, e a mulher descobre o que é verdade e o que é mito. O mesmo acontece com professores e professoras em formação: o estágio na área de educação infantil gera muitos questionamentos e novos focos que auxiliam a repensar a prática pedagógica com crianças. Para ajudar a entender essas novas possibilidades, a Papirus Editora lança o livro Educação infantil: Saberes e fazeres da formação de professores.

A obra, organizada pela pedagoga Luciana Esmeralda Ostetto, é composta pelos relatórios de professoras-estagiárias coordenadas por ela em 2006. "Havia consistência teórica e um olhar aguçado para a prática - as estagiárias-professoras em formação mostravam-se na escrita/análise da experiência com propriedade e inteireza. Oito estagiárias aceitaram o convite para escreverem artigos com base nos relatórios, os quais compõem o livro", explica a educadora, que também contou com a visão do outro lado: a coordenadora da creche que recebeu o estágio também produziu um artigo sobre a experiência, do ponto de vista da escola, o ponto alto do livro segundo Luciana. São, ao todo, sete textos, sendo que um deles trata especificamente do trabalho de educação infantil com bebês, uma área com pouca produção, mas que merece atenção mais do que especial.

A questão, de acordo com a organizadora, é a dicotomia entre a idéia de que com bebês não é possível fazer nada de pedagógico, e a "tentação" de se escolarizar a criança desde essa fase da vida. "Dessa forma, dar visibilidade a experiências desenvolvidas na creche, indicando limites, possibilidades, focando pontos a serem aprofundados e ações passíveis de serem encaminhadas, oferece aos educadores elementos significados para repensar, criar e recriar sua prática com as crianças pequenininhas", garante Luciana. O livro mostra, na opinião da educadora, que o estágio é fundamental para abrir espaço para o conhecimento não apenas das teorias e práticas pedagógicas, mas também para o conhecimento de si mesmo. "É um espaço privilegiado de autoconhecimento para o professor em formação, para pensar a relação com o outro. É também o momento de experimentar fazer, dialogando com as práticas instituídas, com os educadores que estão na creche, com os tempos e espaços da instituição, com as famílias e, sobretudo, para aprender e ver e ouvir as crianças", opina.

.