Pesquisa
Acesso
Login:
Senha:

Newsletter

O caminho de Merleau-Ponty: A filosofia dos fenômenos e do ser


Maurice Merleau-Ponty é um dos principais filósofos contemporâneos da fenomenologia e, pela primeira vez no Brasil, terá notas inéditas de sua autoria - as quais contribuem de maneira inestimável para a compreensão de sua obra - publicadas, em lançamento da Papirus Editora. Fenomenologia e ontologia em Merleau-Ponty, de Marcus Sacrini A. Ferraz, percorre praticamente toda a bibliografia do filósofo francês.

A obra de Merleau-Ponty representa importante contribuição ao desenvolvimento da fenomenologia, criada como um método de análise de nossas vivências que repudia as especulações teóricas para se dedicar àquilo tudo que aparece como evidência para nós ("fenômeno"). Filósofo do "sentido", Merleau-Ponty foi um dos primeiros a se interessar pela linguística positivista. No entanto, a partir dos anos 1950, começou a desenvolver uma nova ontologia (estudo das características, da estrutura e da natureza do ser).

Desse momento em diante, aparecem divergências entre estudiosos e intérpretes de seu trabalho sobre o sentido de sua nova tarefa. Começam a surgir questões como: Será que Merleau-Ponty abandona completamente a inspiração fenomenológica dos textos anteriores? Nesses textos iniciais não havia nenhuma preocupação ontológica? Essas perguntas e outras sobre a obra do filósofo são esclarecidas por Ferraz em seu livro. "Como resultado, elaborei uma compreensão abrangente do pensamento de Merleau-Ponty, a qual me permitiu, em diversos momentos, comentar sobre as suas virtudes e limitações. Assim, o leitor do meu livro não só poderá adquirir informações acerca dos principais pontos do itinerário filosófico de Merleau-Ponty, mas também se defrontará com uma interpretação avaliativa sobre o caminho seguido por ele", afirma Ferraz. O livro é voltado não apenas a professores e estudantes de filosofia, mas também pode ser usufruído pelo público em geral. "A estrutura do livro, que aborda os principais momentos da obra de Merleau-Ponty e não somente problemas ultraespecializados, utiliza uma linguagem mais clara, sem reproduzir o jargão do autor e isso favorece sua leitura", conclui o autor.

.