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Vovô vai à escola

Lançamento da Papirus Editora aborda a educação como veículo de mudança de atitudes em relação aos idosos



A população brasileira está envelhecendo. E, com essa nova realidade, é preciso que os governos, a sociedade e até mesmo a escola revejam seus conceitos sobre essa fase da vida e a importância dos idosos no mundo. Essa é a proposta de Mônica de Ávila Todaro no lançamento Vovô vai à escola: A velhice como tema transversal no ensino fundamental, da Papirus Editora. O livro é uma adaptação da tese de doutorado da autora, que realizou uma pesquisa com 248 alunos de 7 a 10 anos de idade do ensino fundamental de uma escola pública.

"Os dados demonstraram que as crianças mais jovens veem os idosos de maneira mais positiva que as de mais idade, sendo que os meninos apresentaram visões mais negativas que as meninas", aponta Mônica. Com base nos dados coletados, a autora delineou a obra, apontando a educação como veículo de mudança de atitudes em relação ao idoso, buscando uma maior valorização da terceira idade e o desenvolvimento de atividades educativas gerontológicas, com o apoio de livros de literatura infantil que trazem várias abordagens dessa fase da vida. "A importância do conteúdo 'velhice' no currículo do ensino fundamental se dá a partir da possibilidade de este gerar um impacto nas atitudes das crianças, isto é, naquilo que os estudantes pensam a respeito dos idosos. Em contrapartida, acredita-se que os idosos sintam-se valorizados e estimados e possam fazer valer os direitos prescritos na legislação, especialmente no Estatuto do Idoso", conta Mônica Todaro. Para ela, todas as disciplinas podem abordar o tema sem nenhum tipo de restrição, inclusive a matemática.

Além disso, o livro traz propostas de bibliografias. "Na literatura brasileira podemos destacar autores como Ziraldo, Sylvia Orthof, Ana Maria Machado, entre outros, que apresentam imagens positivas da velhice. No livro eu sugiro 35 obras, nacionais e estrangeiras, cujos textos trazem características como: estereotipadas, realistas, fantásticas, divertidas, além daquilo que Ziraldo chamou de 'novos velhos'. Porém, devemos e podemos pesquisar outros. O mais importante é oferecer uma imagem heterogênea da velhice", afirma. A proposta é clara e simples: apresentar o idoso de maneira heterogênea. "Mostrar o idoso saudável, doente, divertido, próximo da morte, moderno, trabalhador, aposentado ou generoso é expor as formas heterogêneas de viver a velhice, já que não há um único modo de se comportar e de ser nessa etapa do ciclo da vida", explica a autora.

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