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O CINEMA DE QUENTIN TARANTINO

Tarantino as you like it


Cães de aluguel, Pulp fiction, Jackie Brown, Kill Bill 1 e 2, À prova de morte e Bastardos inglórios. Mais do que filmes dirigidos por Quentin Tarantino, cada um deles é uma verdadeira aula de cinema. As características dessas películas, suas estruturas e influências fazem o trabalho desse cineasta único e singular. Esses filmes são objeto de estudo de Mauro Baptista na obra O cinema de Quentin Tarantino, novidade que a Papirus Editora publica às vésperas da premiação que pode dar a Tarantino seu primeiro Oscar de direção, pelo filme Bastardos inglórios, que também concorre em outras categorias, inclusive a de melhor filme.

O propósito do livro é analisar e interpretar a obra do cineasta Quentin Tarantino, em especial os sete longas-metragens escritos e dirigidos por ele, com lançamento entre 1992 e 2009. Para isso, foi utilizada uma combinação de teoria de gênero (gêneros do cinema americano e do cinema em geral como comédia, noir, entre outros) e da política de autores (privilegiando o filme de gênero e o estilo, com ênfase na mise-en-scène como alternativa para a crítica mais tradicional, que valoriza os grandes temas e significados).

"Tarantino chegou ao ápice dentre os grandes diretores contemporâneos e pós-modernos. Ele é um grande ‘encenador’ (trabalha com mise-en-scène de maneira única), e nesse último filme (Bastardos inglórios) mostrou-se um diretor brilhante, com ótimos atores. Ele posiciona a câmera muito bem, é um diretor muito preciso e compõe o quadro com bastante sofisticação. Usa o recurso da trilha sonora (músicas que possam remeter o espectador a universos do passado) como poucos. É um autor com ‘A’ maiúsculo, não apenas porque escreve, mas porque dirige muito bem, cria universos que são dele, como faz James Cameron e como fazia John Ford", explica Baptista.

De acordo com o autor, o trabalho de Tarantino é uma verdadeira viagem pela história do cinema mundial. "O livro é interessante e importante não só porque é biográfico, mas porque analisa a influência do cinema no mundo. Pesquisei o cinema da década de 1970, as obras dos cineastas franceses Godard e Truffaut, as cinematografias asiática e europeia, o cinema americano dos anos 1940 e 1950 e trabalhos pós-modernos de Martin Scorsese e Stanley Kubrick, o que é fundamental para se compreender Tarantino. Você tem que literalmente mergulhar na história do cinema (asiático, europeu, americano etc.) para entender o que é o trabalho desse diretor", conclui.

A obra não se restringe apenas aos estudiosos de cinema, mas se estende a todos que se interessam pelo trabalho do diretor norte-americano.

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