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ENVELHECER COM QUALIDADE DE VIDA



Papirus Editora lança o livro Idosos e saúde mental, com textos de grandes estudiosos da gerontologia e da geriatria



As estatísticas apontam que, a cada mês, 870 mil pessoas, em média, completam 65 anos, chegando à velhice. Essa fase da vida tem como principais características mudanças sociais e econômicas, com a chegada de netos, aposentadoria e a presença das doenças físicas e mentais. Mesmo considerando o aumento da expectativa de vida, há poucos estudos e projetos direcionados às demandas da saúde mental do idoso. Por isso, a Papirus Editora lança o livro Idosos e saúde mental, organizado por Deusivania Falcão e Ludgleydson de Araújo.

"O objetivo principal do livro é contribuir para o desenvolvimento da área de psicologia do envelhecimento humano no contexto da saúde mental, visando, dentre outros aspectos, refletir sobre trabalhos teóricos e subsidiar propostas de políticas públicas, de pesquisa e de intervenções psicogerontológicas", explica Deusivania Falcão.

A obra apresenta os resultados dos trabalhos de profissionais de diversas universidades brasileiras, proporcionando um panorama atual com importantes questões acerca da saúde mental dos idosos. São abordados temas como cuidados com a saúde, resiliência, enfrentamento de eventos estressantes, qualidade de vida, depressão, transtorno bipolar, síndrome de burnout, doença de Alzheimer e intervenção psicológica.

A importância do livro está no fato de haver poucas pesquisas sobre a relação dos idosos com as doenças mentais. "As ações voltadas ao público velho no país ainda são muito recentes, e entre elas podemos citar a Política Nacional de Saúde do Idoso e até mesmo o Estatuto do Idoso. As ações em prol da saúde do idoso, no entanto, são poucas e restritas, e quase inexistentes quando se fala em doenças mentais. Há, em algumas cidades, centros especializados em atenção à saúde dessa parcela da população, com profissionais multidisciplinares, mas essas iniciativas são muito pontuais", analisa Ludgleydson de Araújo.

Os organizadores avaliam que, mesmo conhecendo melhor as questões sobre saúde mental do idoso, como as doenças se manifestam e quais os tratamentos, a prevenção antes da chegada à "terceira idade" ainda é o melhor caminho para garantir a qualidade de vida dessa população. "Fatores como a autonomia, a autoestima, o respeito mútuo nas relações sociais e familiares, a capacidade de estabelecer projetos a curtos e longos prazos e de se manter informado são alguns dos fatores cruciais à saúde mental", aponta Deusivania.

"Pesquisas internacionais indicam que, se a pessoa teve boa qualidade de vida e sempre foi ativa física e intelectualmente, as chances de ter demências como Alzheimer diminuem", conclui Araújo.

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