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Ser ou não ser... mãe? Eis a questão!

Algumas podem até não admitir, mas o fato é que não existe mulher no mundo que não tenha se perguntado ao menos uma vez na vida: "Será que devo ter filhos?". Essa dúvida é ainda mais comum e difícil de ser respondida quando pensamos nos tempos atuais, em que várias mulheres se dividem entre a realização profissional e a família. Dessa indagação surgiu o livro Quero mesmo ser mãe?, lançamento da Papirus 7 Mares.

A obra foi escrita por três jornalistas: Maristela Tesseroli, Renata Freitas e Valéria Forner, sendo que duas delas são mães. "Durante um almoço, percebendo que o dilema e as angústias em torno da maternidade eram comuns a quase todas as mulheres que conhecíamos, chegamos à conclusão de que seria bastante interessante ouvir especialistas no assunto para que todas pudessem refletir com maior embasamento sobre o impacto que um filho provoca em nossa vida", explicam.

O livro traz à tona a questão da "maternidade consciente", ou seja, mostra que a decisão de ter filhos deve ser muito refletida e tomada de maneira responsável. O leitor encontrará informações de profissionais com vasta experiência no assunto: psicólogos, pediatras, sociólogas e um obstetra. São nomes como Graciana Alves Duarte, Ivan Capelatto, Izilda Rodrigues Machado Rosa, João Luiz de Carvalho Pinto e Silva, José Martins Filho, Maria José Martins Duarte Osis e María Yolanda Makuch.

Os capítulos abordam temas como instinto materno, relógio biológico, desejo de ser ou não mãe, implicações da gravidez na saúde física e mental da mulher, a realização profissional dos pais, as necessidades e os investimentos demandados pela criança, a vida do casal após o nascimento do filho. E apresentam ainda relatos e opiniões de várias mulheres (mães ou não).

As autoras também falam da importância de se tomar uma decisão em conjunto com uma figura essencial: o pai. "O livro deixa bastante claro que as mulheres são, quase exclusivamente, as grandes responsáveis pela decisão de ter ou não um filho. A manifestação desse desejo parte quase sempre da mulher e é quase sempre dela a palavra final", apontam.

Um dos destaques do livro, na opinião delas, é o oitavo capítulo, no qual se discutem, com base em pesquisas na área e na prática de um pediatra, as reais necessidades de uma criança. "Acho esse capítulo particularmente interessante porque desmistifica boa parte daquilo em que nós, adultos, fomos levados a acreditar a respeito das crianças. Estamos tão preocupados em capacitá-las intelectualmente que acabamos nos esquecendo de coisas essenciais que deveríamos lhes oferecer e quase nunca o fazemos", afirma Maristela.

E, contestando o ditado, ser mãe - como todas elas sabem - nem sempre é padecer no paraíso. "É renunciar por um período considerável ao bem mais precioso de que dispomos hoje: nosso tempo", destaca Maristela. E Renata acrescenta: "É a tarefa mais difícil e, ao mesmo tempo, a mais recompensadora que existe. Mas o significado da maternidade é algo muito pessoal, que cada mulher descobre à medida que vivencia a experiência de ser mãe".

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