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Para Eugenio Mussak é destaque na obra a questão da vontade humana. "O Marins levanta esse ponto e coloca a vontade como um valor que chega a ser mais importante do que o conhecimento. Pois o conhecimento depende da vontade para ser transformado em benefício para a pessoa", diz. "Pense nas Olimpíadas, que são extremamente simbólicas, pois são o espetáculo do ser humano vencendo a si próprio. Na antiga Grécia, onde os jogos surgiram, as pessoas queriam exibir-se aos deuses e se reuniam com a finalidade de mostrar quem era o mais rápido, o mais forte e quem ia mais longe. A grande motivação delas não era competir umas com as outras, e sim competir consigo mesmas, provando ser cada vez melhores. Se conseguirmos motivar as pessoas com esse princípio grego, buscando vencer seus limites, o livro se justifica", completa Mussak.

Ambos concordam que o que motiva as pessoas é o desafio, independentemente do tipo de trabalho que realizam. "Se você não conseguir motivar outra pessoa pelo desafio é porque provavelmente não é o desafio certo para aquela pessoa ou a pessoa certa para aquele desafio. O mundo corporativo está recheado de desafios. Ser melhor que o outro pressupõe que você é igual ao outro, e a política é ser melhor do que você mesmo. Até no caso da dona de casa. O que é esgotante na vida dela é que sua rotina parece não ter fim. Ela faz o trabalho em casa hoje, ao longo do dia, e amanhã terá que fazer tudo de novo, porque ele não termina. A metáfora do Sísifo se aplica a essa situação. Durante o dia, ele empurrava uma pedra montanha acima e, à noite, ela descia encosta abaixo. Esse era o castigo dos deuses por terem sido desafiados por ele. A questão aqui não é levar a pedra repetidamente até o topo, e sim empurrar a pedra com cada vez mais qualidade. Não importa o resultado. Ele vai ser uma consequência da qualidade com que você realizou sua tarefa. Quanto mais empenho, mais amor, melhor será o resultado. Uma forma de você diminuir a angústia pela rotina é essa. Jamais atingiremos a perfeição, mas nossa missão é buscar a excelência, que é um comportamento que nos permite sonhar com a perfeição", conclui Mussak.

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