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A educação física cuida do corpo... e "mente"


Há ditados que mostram a ligação entre mente e corpo ("Mente sã, corpo são", "Quando a cabeça não pensa, o corpo padece", entre outros). No entanto, foi apenas nos últimos anos que surgiu a preocupação com o cuidado da parte física para a garantia da saúde mental. E é exatamente esse o assunto do livro A educação física cuida do corpo... e "mente", de João Paulo Medina. A obra da Papirus Editora está na sua 25ª edição, agora revista e ampliada.

Além de ter o texto atualizado por Medina, o livro foi acrescido de três ensaios, escritos por respeitados nomes da área: Valter Bracht ("A educação física brasileira e a crise da década de 1980: Entre a solidez e a liquidez"), Rogério dos Anjos ("Introdução à ciência da motricidade humana") e Edson Marcelo Hungaro ("A educação física e a tentativa de 'deixar de mentir': O projeto de 'intenção de ruptura'").

A primeira edição da obra é de 1983 e foi escrita porque se detectou, à época, a inexistência de materiais sobre o assunto. "Procurei, durante algum tempo, uma obra que desse fundamentação à chamada ‘cultura do corpo’ e, por consequência, à disciplina de educação física, no contexto cultural amplo e dinâmico em que vive a sociedade brasileira", conta Medina.

Ainda segundo o autor, o significativo crescimento do interesse de certas camadas da população pelas atividades do corpo criou condições mais favoráveis para a reflexão nessa área e tornou urgente a necessidade de encontrar um sentido mais humano para a nossa "cultura física".

O objetivo do livro é sensibilizar os leitores quanto à necessidade de buscar alguns fundamentos metodológicos de uma pedagogia tanto lúcida quanto avançada, preocupada com um processo de aprendizagem que nos leve a desenvolver nossa animalidade racional de forma mais humanizante.

Assim, desde a primeira página, Medina busca confrontar a realidade dos estudos e das práticas em educação física, sinalizando uma "crise" para um campo que historicamente se coloca como instrumento de poder e dominação. "A crise é um instante decisivo, que traz à tona praticamente todas as anomalias que perturbam um organismo, uma instituição, um grupo ou mesmo uma pessoa. É o momento crucial em que se exigem decisões e providências rápidas e sábias, se é que pretendemos debelar o mal que nos aflige", aponta o autor no primeiro capítulo do livro.

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