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O BRASIL ENVELHECEU.

COMO LIDAR COM O "IDOSO CONTEMPORÂNEO"?


Com o aumento da longevidade, a instituição familiar vem tendo de se adaptar a mudanças que, muitas vezes, exigem novas formas de convivência entre idosos, seus filhos e netos. Faz-se necessário pensar em novos arranjos, assim como reavaliar funções, valores, vínculos afetivos e conceitos como solidariedade, além de encontrar soluções criativas para diversos tipos de problemas. Para aprofundar as discussões sobre o assunto, a Papirus Editora lança o livro A família e o idoso: Desafios da contemporaneidade, organizado por Deusivania Vieira da Silva Falcão.



"O livro tem por objetivo discutir a relação entre família e idoso, buscando destacar a necessidade de pensarmos na pluralidade e na complexidade das relações familiares, bem como na heterogeneidade da velhice. O conteúdo da obra, abordado de forma sistemática e criteriosa, busca responder às demandas científicas e à necessidade de fomentar a divulgação de trabalhos teóricos, práticos e de pesquisa na área", explica Deusivania.

De acordo com a organizadora, são muitos os desafios que o idoso, a sociedade e o Estado têm de enfrentar: "A violência doméstica; a sobrecarga de tarefas e o estresse de avós que muitas vezes se responsabilizam pelos cuidados com os netos; a insuficiência de suporte familiar e o desrespeito à autonomia de pessoas idosas capazes de responder por seus atos; os conflitos familiares decorrentes da convivência com idosos portadores de demência, como a doença de Alzheimer; o processo de morrer e a morte de pessoas idosas com doença crônica são alguns dos temas que merecem reflexão e que foram investigados com esmero pelos autores desse livro", enumera.

Como destaque da obra, Deusivania aponta a parte que cita a legislação referente à terceira idade, como o Estatuto do Idoso e o Código Civil. "Destaco esse conteúdo porque penso que seja importante mencionarmos que o afeto favorece a saúde e atribui sentido e significado às relações humanas. Mas, ao mesmo tempo, é crucial refletir que o direito ao afeto é a liberdade de ter estima ou tomar afeição a um indivíduo. O afeto, portanto, constitui um direito individual", finaliza a organizadora.

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