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JUN/2009 - JOVEM SUPERA DEFICIÊNCIA FÍSICA E PARALISIA MENTAL E LANÇA LIVRO

17/06/2009 - Correio da Bahia

Ivan Dias Marques | Redação CORREIO | Foto: Marina Silva


"Nasci negro, na periferia de Salvador. Fui o quinto filho de um casal com problemas financeiros e amorosos, que na maioria das vezes tentava resolvê- los de forma primitiva".


Quem conta a história de Gilvã Mendes, 24, é ele mesmo. "Enquanto meus irmãos apanhavam para aprender as lições da escola, eu olhava os livros feito um cão que deseja um frango de padaria".

Os trechos fazem parte de Queria brincar de mudar meu destino, obra que o jovem poeta e escritor lançou oficialmente na terça-feira (16) à noite, na Saraiva MegaStore do Salvador Shopping.

Vaidoso e brincalhão. Querido pelos amigos do bairro de Santa Cruz. Adora uma feijoada, cozido e quiabada. Inteligente. Muito inteligente. Gilvã nasceu com paralisia cerebral, mas a doença foi só mais um obstáculo para o menino sedento de conhecimento.

"Eu enfrentei muita dificuldade na minha vida. Entrei na escola muito tarde. Mas aos 12 anos, eu já escrevia poesia e música e, com o passar do tempo, decidi contar minha história", afirma Gilvã, com a fala difícil, prejudicada pela doença, assim como os movimentos dos membros.

As mais de cem páginas do livro foram digitadas com uma mão só em um computador doado, que certa vez deu problema e ele perdeu tudo que tinha escrito.

O jovem aprendeu a ler, escrever e contar dentro de casa, pela mãe, a funcionária pública Teresinha Mendes, 48. "As escolas não aceitavam ele, nem as públicas, nem as particulares. Ele teve uma infância difícil, não podia competir como os outros", relembra.


Clique aqui e leia a íntegra da matéria com entrevista de Gilvã Mendes

Fonte: Jornal CORREIO DA BAHIA


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