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AGO/2010 - JANINE fala da obra Política: Para não ser idiota



Feito em parceria com Mario Sergio Cortella, livro do escritor e filósofo Renato Janine Ribeiro foi lançado na Bienal


JEAN OLIVEIRA
FOLHA DA REGIÃO

"Idiota é aquele que está confinado em si mesmo". Esta é a explicação dada pelo filósofo e escritor Renato Janine Ribeiro, em entrevista exclusiva à Folha da Região, sobre o título do livro Política: Para não ser idiota (Editora Papirus), lançado na 21ª Bienal Internacional do Livro, que termina hoje em São Paulo.
A obra foi escrita em parceria com o também filósofo e educador Mario Sergio Cortella.
Janine, que é nascido em Araçatuba, hoje é professor titular de Ética e Filosofia Política na USP (Universidade de São Paulo), na qual se doutorou após defender mestrado na Sorbonne (França). Tem se dedicado à análise de temas como o caráter teatral da representação política, a ideia de revolução, a democracia, a república e a cultura política brasileira.

Obras.
Entre suas obras destacam-se "A Sociedade Contra o Social: O Alto Custo da Vida Pública no Brasil" (2000, Prêmio Jabuti de 2001) e "A Universidade e a Vida Atual - Fellini Não Via Filmes" (2003).

Esta entrevista faz parte da série "Folha e grandes autores", publicada desde a semana passada no jornal.

FR - O senhor está lançando Política: Para não ser idiota em parceria com Mario Sergio Cortella. Este título é uma provocação? Para quem?

RJR - É uma provocação, sim. É um livro destinado a um público geral, desde estudantes, mas é mais do que paradidático. É uma obra de reflexão para todas as pessoas em que nós discutimos o papel da política hoje. O subtítulo Para não ser idiota vem de uma provocação do Cortella. Em grego, idiota é aquele que se concentra apenas na vida pessoal, que não sai para a vida pública. O 'idio' dá origem, inclusive, a idiossincrasia, que define o sujeito que tem hábitos somente seus. É uma pessoa que fala o 'idioleto'. Não é um dialeto que todo mundo fala, mas fala uma língua só dela. Então, o idiota é aquele que está confinado em si mesmo. A ideia do livro é: se existe um papel importante para a política, em que pese a corrupção e tudo mais, é o poder dela de nos fazer sair da solidão.

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista com Renato Janine Ribeiro




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